Monthly Archives: Outubro 2012

Odeio trilogias e sagas intermináveis

É um facto. Qualquer Star Wars, Senhor dos Anéis, Saw ou merda que o valha me tira a pica, por saber que por ver um vou obrigar-me a ver o resto.  Nunca vi, nem me vejo fazê-lo num futuro próximo.

Mas há excepções: O Padrinho e 007. Se dos três filmes do primeiro estão 2 no meu top 10, do segundo não está nenhum – é certo – mas gosto da personagem e da saga, da qual já devo ter visto quase todos os filmes. Ainda não há mais nenhum como o velho Sean Connery, mas considero Daniel Craig um 007 muito bem conseguido, tendo aparecido como uma refrescante lufada na personagem. Mais músculo, mais físico, menos ficcional. Se Casino Royale foi um 007 ao nível dos melhores de sempre, Quantum of Solace acaba por resumir-se a alguns tiros-tiros-e-bombas, explosões e carros danificados, ficando aquém do que estou habituado. Deste Skyfall tenho ouvido maravilhas, mas como não sou cavalheiro para acreditar no que me dizem vou lá hoje ver com os meus próprios olhos, e aproveito para conferir também as bond-girls Bérénice Marlohe e Naomie Harris. Não que goste de analisar assim materialmente as senhoras (longe de mim!), mas acho que é educado e de bom tom fazê-lo quando vemos um novo 007. 

Sim, já se viram contabilistas com melhor cara

Hoje estou em dia não. É raro, mas quando estou em dia não sou chato que dói. Não chateio ninguém, não é esse o problema, mas de cada vez que alguém fala comigo ou me pergunta alguma coisa a minha reacção varia entre o tóxico-inflamável-venenoso e o agressivo-desesperado-raivoso. Coisa boa não sai. E o segredo é que no fundo obtenho algum prazer disto, quase como se estivesse de férias do meu trabalho de cumprir o protocolo social e os bons costumes que um dia fui obrigado a aprender. Já decidi que quando for velho e me reformar (por este andar lá para os 80) vou reformar-me também do protocolo social e passar a ser mau-como-as-cobras 24/7. Can’t wait.

momento philosoraptor

Porque é que ontem não queria mesmo, porque estava cansado e já não gostava tanto, e hoje já quero porque afinal não estava nada cansado e gosto tanto que tenho que ter?

Madeira tosca e vinho tinto, para três ou cinco

Fim de semana não é fim de semana, sem pelo menos uma noite de copos.

Não falo em disco-nights e clubs de putedo. Nada disso amigos, o Primo é melhor que isso. Falo em mesas de bar em madeira clara, lotadas por garrafas de vinho tinto e pratos vazios, outrora ocupados pela chouriça assada ou outro petisco de qualidade semelhante. Ladeado por dois ou três companheiros de viagem e conversa, entre oitocentos cigarros por cabeça e oitenta e quatro meios-copos por estômago. Até às 02h, até às 04h ou até às 06h se disso for o caso. Sem hora de chegar nem hora de partir, até onde o corpo permitir e onde a disposição deixar levar.

Em parte sinto-me envelhecer, perder algum do inesgotável fulgor de outrora, mas por outro lado sinto ainda que ainda não cruzei completamente a fronteira – ainda não estou no ponto em que ao lembrar-me do sábado à noite me vem à ideia a pantufa, a mantinha e o cinema em casa. Não, foda-se, nem 8 nem 80. Já não estou para discotecas e merdas, mas estou sempre aqui para abrir mais uma rolha e acender mais um cigarro, e quem sabe mais outro – depois logo se vê.

Grey area, true story.

Have you met Ted? Sim, infelizmente

Pergunto só qual é a vantagem de manter uma série a mover-se em círculos com um argumento esgotado? Será que não há já um pingo de decência e sentido artístico em quem faz séries e filmes? Ainda não perceberam que já toda a gente está farta dessa merda dessa história do guarda-chuvinha amarelo? Será que ousam – ! – pensar que são como o Seinfeld? Será que a série vai entrar em loop infinito e só vai acabar quando Cristo voltar à terra? Ou será então que as coisas go hardcore  tão fundo que vai ser necessária a intervenção do Dótor Vitor Gaspar para acabarem com a brincadeira de uma vez?

Por falar em dilúvio

Alguém viu por aí o Noé? Ficou de me apanhar há meia hora e nem vê-lo… Aposto que já lhe rebocaram a arca outra vez!

Dilemas de um desportista

Já não bastava ter que escolher entre odiar mais o Rui Santos ou o Rui Moreira, eis mais um dilema na minha vida: antes o Solinca era caro e frequentado não por muita gente, era calmo e pacífico, quase se viam borboletas voar e se podia cheirar à tarte caseira acabada de fazer no peitoril da janela. Ou lá perto. Bem, não se viam mamas e cus em grande quantidade, mas era calmo e sossegado para treinar. Permitam-me recordar nostalgicamente esses tempos, deixem-me desabafar… Hoje em dia o Solinca é uma arena de guerra: há um mar de gente a lutar por um tapete e a esgadanhar-se por uma bicicleta estática, e há gente capaz de matar para um senha para a aula de rpm. Na verdade até desconfio que vou ter aqui uma espera à porta de casa, porque pelos vistos talvez alguém precisasse mais daquela senha do que eu precisava, avaliando pela cara das duas senhoras que me olharam de cima abaixo enquanto caminhava tranquilamente para o balneário. Embora o Primo seja um rapaz bem constituído, bem vestido e de muito boa presença, o olhar não era o galantear habitual. Ou pelo menos não é propriamente essa a minha análise quando alguém põe os dedos em forma de pistola e nos aponta o dedo de sombrolho franzido. Comecei a caminhar mais rápido, tão mais rápido que quando entrei no balneário já ia com o aquecimento feito. E olhem que sou um homem habituado a lidar com velhinhas, mas também sei há que bater em retirada quando é tempo de bater em retirada.

Mas bem, voltando ao assunto: agora há bom material. Há excelente material. Sim, sim, e topos-de-gama, também os há. Mas tenho que aguentar a multidão. Por muito que goste de analisar e opinar sobre a capacidade e potencial das senhoras desportistas, não sei se aguento tanto chulé, a sério que não. Nem por elas. Alguém me ajude que isto me apoquenta!

Apesar das pressões externas

Só vou deixar de fumar no dia em que o Oceano Pacífico da RFM mudar a playlist. Ou seja, lá para 2058.

Bem-vindos à minha humilde casa!

A casa onde toda a gente é bem recebida e tem direito a alguma coisa, seja um copo de whisky ou uma bela bofetada se disso for o caso. Scones não costuma haver, mas vão passando que até pode ser.

Neste blog vou contar as aventuras e preciosismos da minha ilustre pessoa na sua enfadonha vivência diária em terras lusitanas. Na verdade e como qualquer inglês que se preze, a visão irónica do mundo que me rodeia faz com que a minha vida e as minhas histórias não sejam tão aborrecidas assim. Bem, talvez não fossem motivo para escrever um blog, ok. Mas ainda assim talvez valha a pena partilhar, logo se verá.

Bebam, comam, fumem. Make yourselves at home. Podem tratar-me por O Primo Inglês, ou então apenas O Primo se acharem que está na hora de reduzir as formalidades.